1998

Em 1998 perdi meu pai. Tive um colapso emocional e fiquei bloqueada por quase 2 anos.

Passado esse período, caí em depressão extrema e absolutamente nada, nem medicação, era capaz de me consolar. Minha irmã me fez uma pergunta: “o que, de simples, na vida, te faz feliz? Cultive”.

Magnolia

A reação foi me aprofundar no desespero pois quanto eu mais pensava sobre a resposta, mais tinha a certeza de ela seria “nada”. Passou cerca de uma semana pensando sobre isso e a Magnólia se aproximou de mim com seu rabo abanante..

Eu sorri pra ela. Quando sorri, percebi que eu tinha uma chance! Existia algo simples capaz de me fazer sorrir sinceramente mesmo na mais profunda dor! Pra quem não vive esse elo com animais, fica quase impossível entender o que significa, mas gente como nós, os amantes deles, sabe intimamente a força da gratidão que me inspirou a vasculhar minhas ideias atrás de um jeito maior de ajudar na questão dos animais.


2002

Em janeiro de 2002 a idéia foi concebida. Pra uma menina de classe média, órfã, cheia de medos, precisei de 7 anos até ter coragem para reunir pessoas – afinal ninguém nunca faz nada sozinho – e realizar a primeira edição que foi lançada dia 4 de outubro de 2009.

Uma intenção sincera conquista a simpatia do universo. Tudo deu mais do que certo e em fevereiro, o que seria apenas uma campanha educacional – uma vez que um calendário é uma mídia que é um produto – tinha conseguido arrecadar um montante expressivo de dinheiro. Levei todo o dinheiro para o Lito Fernandes, presidente da Associação Natureza em Forma, pois eu não saberia aplicar o recurso sozinha.

Estaria absolutamente correto ele aceitar, afinal, realiza um trabalho de mais de 20 anos pelos animais e meio ambiente. Ele rejeitou a oferta e me disse “invista em mutirões de castração, esse é um benefício direto e vitalício para o animal”. Concordei imediatamente e ia dar o dinheiro para que a Natureza em Forma realizasse os mutirões, dessa forma eu poderia retomar minha vida normal.

O Lito iluminadamente me repreendeu e falou: “Eu já faço tudo o que posso, os animais precisam de você trabalhando pra eles. Me proponho a te orientar sobre mutirões de castração, mas não posso viver a sua jornada”. Meu medo foi maior do que para realizar o calendário mas eu não poderia esperar 7 anos para colocar os mutirões em prática e segui em frente.


2017

Hoje, oriento diversas pessoas sobre castrações, incluindo protetores, realizo palestras, campanhas, já passamos da marca de 9.000 atendimentos realizados.

O significado de coragem não é não sentir medo, é realizar apesar dele. Realizar sonhos é necessário para superar dificuldades da vida. O meu sonho, como o de todo mundo que ama animais, é viver num mundo mais consciente e harmônico, que, consequentemente, aliviará o fardo dos nossos amigos bichos. Seja parte.

Conheça a história da Magnólia clicando aqui

Luli Sarraf

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