Magnolia
Lá atrás em 1990, pessoas ainda não tinham a informação sobre a castração. Na casa da mãe da Magnólia moravam, sem castrar, um casal de huskys, um casal de pastores alemães e uma setter irlandesa. A todo cio dela, era um drama. Até que tanto o pastor, quanto o husky, cruzaram com ela. Dentre todas as tragédias de se manter animais sem castrar, a setter não tinha estrutura óssea para acomodar os 11 filhotes que concebeu de cães tão maiores. Apenas 3 nasceram. A mãe precisou ser castrada na emergência e não pode amamentar. Ela depois se recuperou e viveu feliz.
Os três filhotes estavam muito frágeis e os donos não conseguiam cuidar dos 5 adultos e dos 3 filhotes, precisando pedir ajuda aos vizinhos para a acolhida inicial. A Magnólia veio para a casa que viria a ser sua apenas para o tratamento do seu começo de vida. Seus outros dois irmãos também não resistiram.
A menina de 14 anos que a acolheu tinha acabado de passar por uma perda importante, seu primeiro namorado, e ficou tão feliz por conseguir ter cuidado bem da Nólia, a tirado de perigo, que seus pais permitiram que a Nólia ficasse para sempre. Uma salvou a vida da outra. 7 anos mais tarde, a menina perdeu o pai. Entrou em choque por quase dois anos e a Magnólia salvou sua vida novamente com um abano de rabo que a fez acreditar na alegria de novo. A gratidão pelo resgate foi o embrião do calendário Celebridade Vira-lata. Em 2004, a Magnólia teve um problema de função renal e ficava deitadinha, sua mãe pegava a bolinha, dava pra ela, ela pegava na boca, arremessava a bolinha com a cabeça pra longe, sua mãe ia buscar e dava pra ela. Brincaram assim até o último dia.

One thought on “Magnólia, doce Nólia

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